sábado, 27 de novembro de 2010

Michael Jackson´s This Is It


São comuns personalidades de renome dos mais diversos campos receber homenagem e saudação a sua trajetória, do filósofo ao canto, mais o interesse, parte de quando uns artistas têm peculiaridade similar às pessoas ou quando são muito querido, documentários já trataram dessas especificações como no caso do lutador Mike Tyson, Bruce Lee teve sua vida mostrada de diversos pontos de vista do ator de filmes de ação e dentre inúmeros outros que caíram na onda, a mais recente imagem mostrada nas telas foi a de Michael Jackson´s This Is It mostrando seus últimos momentos de vida na preparação de sua volta aos palcos que infelizmente não foi possível com seu falecimento dias antes do show.
Em 25 de junho de 2009, o mundo ficou abalado com uma noticia inesperada, faleceu aos 50 anos Michael Jackson – o rei do pop, os noticiários inundaram na televisão, jornais e internet a noticia, para muitos eram impossível sua morte até a sua confirmação ser afirmada, durante meses a fios não se falava em outra coisa em qualquer parte do mundo, Michael recebeu homenagens de todos os cantos do mundo, nos programas de televisão, nos jornais, nas revistas e a internet fornecia todo tipo de material em artigos, matérias e até suas músicas passaram a ser tocadas nas rádios com frequência, filmes dos qual Michael atuou eram reprisados na televisão entre eles “MIB – Homens de Preto 2” (2002), seus clipes ganharam exclusivo DVDs com lançamento, um ato de amor e respeito ao mito.
Michael Jackson estava ausente algum tempo dos palcos, mais anunciou sua volta com uma turnê de 50 shows, e para isso vinha se preparando nos ensaios que a pedido da Sony Picture queria registrar os momentos para o arquivo pessoal de Michael, com uma carga horária extensa de ensaio o material que a Sony Picture mostra no documentário Michael Jachson´s This Is It, consistindo unicamente nos seus ensaios foi bastante e muito bem editado. No filme não mostrará nada além dos seus ensaios, sua relação com a equipe técnica e os integrantes do grupo.

PRODUÇÃO TÉCNICA
Sem dúvidas, os méritos de Michael Jackson´s This Is It estão na equipe técnica que sob a direção de Kenny Ortega mostra um show de imagem, de coordenação do ambiente por completo, as estruturas, os dançarinos, músicos e coreografia também de Michael são pontos altos do filme, Kenny é um profissional completo, a edição e o esquema de organização das cenas foram muito bem pensados.

DIRETOR
Kenny Ortega diretor, produtor e coreógrafo foi o responsável por “High School Musical”, aqui ele transpõem em imagens aquilo que Michael sonhava em levar as pessoas ao seu imaginário, ao seu mundo particular e Ortega faz seu trabalho com maestria e muita perfeição, característica as de Michael sempre buscando o melhor em tudo.
Michael Jackson´s This Is It é curioso por mostrar nos bastidores um profissional como Michael no seu momento de criação e trabalho visto de um ponto inigualável em termos de aspectos pessoais, um show que iria entrar para história não foi possível acontecer, mais onde quer que Michael Jackson esteja ele será como um daqueles poucos artistas que tem uma dádiva de reino imortal.
Nota do Filme: 6.0.
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: V de Vingança.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Matrix


De tempos em tempos surgem filmes que são capazes de revolucionar todas as formas de se vê, fazer e comercializar cinema. Retrocedendo ao passado não muito distante do cinema notamos as produções que marcaram época e influenciaram artistas a seguir as tendências semelhantes, entre elas estão “Cidadão Kane” (1941) de Orson Welles, “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (1968) de Stanley Kubrick, 1977 foi à vez de George Lucas com “Guerras nas Estrelas”, “E.T. – O Extraterrestre” (1982) e outras produções de Steven Spielberg também fazem parte, “Titanic” (1997) e até o mais recente deles “Avatar” (2009) ambos de James Cameron, e porque não “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (2008) de Christopher Nolan, outra produção que imortalizou foi de 1999 dos irmãos Larry e Andy Wachowski, “Matrix”.

SINOPSE
Thomas Anderson (Keanu Reeves) trabalha numa empresa de software e no universo hacker possui o apelido de Neo, do nada ele vê sua vida passar por transposições do mundo real a universos paralelos dominado por máquinas, o Agente Smith (Hugo Weaving) quer o capturar no objetivo de prender Morpheus (Laurence Fishburne) o guia de Neo para compreensão da Matrix, junto a Trinity (Carrie-Anne Moss) e a outros integrantes que habita esse universo futurístico devastado pelas máquinas em que o ser humano foi dizimado. Neo é uma espécie de messias salvador do universo pela dominação das máquinas e o único capaz de derrotar o Agente Smith.

ELENCO
Na pele de Neo, Keanu Reeves de “O Dia em que a Terra Parou” (2009), foi o ator certo para o personagem confuso dos acontecimentos futuro que de uma hora para outra compromete sua vida, Keanu só foi meio termo nas sequência de lutas, às vezes parecia que havia engolido uma alavanca, mais o resultado de seus esforços dentro do cronograma de treinamento mostrou que o rapaz merece aplausos, Laurence Fishburne “Sobre Meninos e Lobos” (2003), faz o cauteloso Morpheus, sempre apar dos fatos que vão se sucedendo no universo Matrix, Carrie-Anne Moss de “Planeta Vermelho” interpreta Trinity que posteriormente, torna-se namorada de Neo, mas quem rouba a cena é Hugo Weaving o Agente Smith de “V de Vingança” (2005), que magnificamente e admiravelmente é um ator de talento redundante, seu personagem mediante a sua atuação é impressionante.

PRODUÇÃO TÉCNICA
Na direção, produção executiva e roteiro são os irmãos Larry e Andy Wachowski. A produção é assinada por Joel Silver de “Romeu Tem Que Morrer” (2000), que se notam os seus cuidados nas etapas de formação do filme. A fotografia é um espetáculo, uma nuance de cores verdes com um cuidado no acréscimo de um tom preto que complementa a formação da imagem. Na trilha sonora temos Link Pack e outras músicas condizentes à ambiência do filme, desse chamado universo pop. Mais as sequência de lutas marciais têm a mão do mestre chinês Yuen Woo Ping de “O Reino Proibido” (2008), magnificamente bem coreografado.

DIRETOR
O fenômeno, o sucesso é atribuído unicamente os seus criadores desse universo formado por um misto de N elementos que compõem a cultura pop, Larry Wachowski e Andy Wachowski são os mestres dessa fabula encantadora, não teve como não se impressionar após assistir ao filme. Depois de provarem ser bons com o filme “Ligado pelo Desejo” (1995), obtiveram a oportunidade de dirigir o próprio filme, Matrix é um filme repleto de referências e citações, nele pode se notar compilação dos filmes de Ficção Cientifica, animes japonês, HQs, livro de filosofias, religião, informática, literatura cyberpunk e filmes de artes marciais.
Matrix é um filme que faz refletir sobre tal e qual mundo vivemos, seus elementos, o que é e não é real, o sonho e a realidade, as máquinas e sua interligencia artificial, nossas dependências de todas essas parafernalias tecnologica, e como lidamos com essas coisas no cotidiano. Matrix teve outas duas sequência controversa, mais de impactor estarecedor, Matrix é um filme que marcou época e é como poucas obras que se imortalizou e que fez história dentro e fora da arte cinematográfica.
Nota do Filme: 10.
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: Michael Jackson´s This Is It.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Especial: Dennis Hopper



No último dia 29 de junho completou um mês do falecimento de um dos maiores atores e cineastas do cinema mundial, Dennis Hopper aos 74 anos decorrentes do câncer da próstata, em 2010 a doença apresentou um estágio terminal e irreversível, assim à luta que já vinha de algum tempo vence o americano que deixou uma carreira repleta de grandes sucessos e uma contribuição de respeito ao cinema.
Dennis Lee Hopper nasceu em Dodge City em 17 de maio de 1936, ficou famoso mundialmente com o filme “Sem Destino” (1969) ao lado de Peter Fonda, como ator sua primeira aparição foi no filme “Johnny Guitar” de (1954), foi casado cerca de quatro vezes e teve três filhos o mais recente nascido em 2003.
Dennis trabalhou em clássicos do cinema e chegou a ser dirigido por diretores de renome do cinema como o brasileiro Bruno Barreto, Francis Ford Coppola em “Apocalipse Now” (1979), David Lynch em “Veludo Azul” (1986), contracenou com James Dean em “Juventude Transviada” e “Assim Caminha a Humanidade”.
Ao longo de seis décadas Dennis Hopper trabalhou em filmes e documentários até o atual ano 2010, mesmo com o estado de saúde agravado e com uma imagem fragilizada pela doença, Dennis trabalhou em filmes que o imortalizou para sempre, seu nome merecidamente ganhou uma estrela na calçada da fama em Hollywood fazendo assim um reconhecimento definitivamente a seu talento, a sua competência de ator e cineasta, o seu brilho permanecera em seus trabalhos de qualidade inquestionável.
Dennis Lee Hopper ao longo de pouco mais de cinquenta anos de carreira, trabalhou arduamente, atuou em impressionante 157 filmes e documentários, sem incluir seus trabalhos na Televisão, um profissional de calibre e força redundante, Dennis Hopper foi um artista de mão cheia, sua morte previsível não foi um abalo, tristeza de sua partida é lamentável mais seu brilho, sua imagem durona e arrogante ficou em seus filmes para sempre.
Anny Kássio Crítico de Cinema.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Besouro


Em termos de inovação narrativa, elenco e produção técnica o cinema Brasileiro tem lá suas falhas bem óbvias, primeiro no que diz respeito às mudanças o que dificilmente ocorrem no sistema de produção de um bom roteiro, apenas cineastas do calibre de Fernando Meirelles “Cidade de Deus” (2002), José Padilha “Tropa de Elite” (2007), Walter Salles “Central do Brasil” (1998) e Bruno Barreto “O Que É Isso Companheiro?” (1998) dentre outros são capazes de proezas inovadoras. Primeiro porque os gêneros nem sempre varia, ou seja, aquelas comedias sem muitas pretensões, depois as temáticas muitas vezes estereotipado, nunca explora os mais diversos meio como a própria cultura brasileira que é tão vasta e por última é a questão técnica e artística, os profissionais nunca vão ao seu limite, e os atores sem muito empenho até parece comercial de TV. Mais em 2010, estreou “Besouro”, um filme que possivelmente mostra nossa capacidade para gêneros mais diferente, mesmo deixando os outros aspectos fílmicos a desejar.

SINOPSE
No início dos anos 20, na Bahia já com o fim da escravidão os negros ainda viviam situações humilhantes, Besouro que ao se identificar com o inseto e sendo treinado pelo Mestre Alípio que em um dia, é morto por capangas assim gerando uma onda de conflito, então ele desafia a todos e mais do que isso, desafia principalmente as opressões, sofrimento e o preconceito. Besouro foi o maior capoeirista de todos os tempos, que ao se identificar com um besouro resolve desafiar ele mesmo as leis da gravidade e realizar a tal façanha, há quem diga na Bahia que Besouro realmente voava.

ELENCO
No recinto do filme Besouro, tem poucos méritos e muitos fracassos, um desses méritos é justamente o elenco, que no mesmo momento também é um fracasso, o fato de não ter sido formado por atores conhecido das novelas brasileiras deu ao filme uma aura diferente, embora o empenho dos atores em Besouro que não são conhecidos do público, em todos os campos do filme, das qualidades dramáticas as execuções das cenas de luta deixou um espaço incompleto.

PRODUÇÃO TÉCNICA
Inspirado no livro “Feijoada no Paraíso”, foram muitas especulações em tono da produção desde seu anúncio, utilizando as técnicas chinesas nas filmagens das cenas de luta com cabos de aço sob o coordenador Huen Chiu Ku dublê de Jet Li no filme “Rogue – O Assassino” (2006), que tem no currículo filmes como “O Tigre e o dragão” (2000) e “Kill Bill”, no qual metade do orçamento de 12 milhões foi destinada a sua equipe. Na trilha sonora está presente Gilberto Gil. A direção fotográfica às vezes faz uns movimentos no qual o espectador entre nessa aura de magia, misticismo e elementos religiosos presente no filme e no qual é bem explorado. Os cenários são deslumbrantes, mas também há uma falta de profissionalismo presente no filme como da edição e organização das cenas, como na realização das cenas de ação ou na sua falta o que é mais fácil.

DIRETOR
Estreante em longa-metragem, o publicitário João Daniel Tikhomiroff, que é um dos mais premiados do mundo desliza e cai completamente, mesmo com uma carreira repleta de conquistas e experiência, aqui ele faz um trabalho quase amador, mais o que de fato ele faz com perfeição e maestria é a publicidade, Besouro foi ovacionado mesmo antes de estrear e quando o dito acontece o que se vê é um filme sem estrutura, nem plano de voo, sem fôlego e nem motivação.
Besouro tinha tudo para ser um filme fabuloso, outro sucesso do filme é a questão da iniciativa de divulgação da nossa cultura independente de seus acertos e/ou atropelos, mas faltou muito para ele ser uma inovação na produção de filmes brasileiros e no gênero, e quando isso quase acontece há outro erro inadmissível, o enredo muito pouco chamariz de público principalmente jovem. Besouro não é o filme de ficar refletindo após seu término, só é lamentável como uma fonte é deixada a se perder no meio do nada.
Nota do Filme: 1.0.
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: Matrix.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cão de Briga


Filmes de ação já é um gênero célebre do grande público, sempre esse tipo de filme é muito estereotipado graças às inúmeras produções Hollywoodianas sem nenhuma criatividade na ambientação de seus roteiros, vindo de influências como as produções da China. Os Norte-Americanos até que tenta fazer bonito, mas não procede, não convence, não tem vez se compará-los aos filmes feitos na “Tailândia e Corei do Sul”, mais com Cão de Briga (2005) de Louis Leterrier, a Europa provou ser boa em matéria de ação até mais que os americanos. Vale lembrar seus filmes “Carga Explosiva”, “Busca Implacável”, “B13 13° Distrito” dentre outras.

SINOPSE
Danny (Jet Li) é um garoto órfão que foi criado pelo gangster Bart (Bob Hoskins) para ser uma potente arma de guerra. Quando é retirada sua coleira ele parte para o combate, esmagando quem estiver na frente. Um dia Bart sofre um acidente e Danny se vê sozinho no mundo como uma criança perdida. É quando ele conhece o bondoso Sam (Morgan Freeman) um afinador de piano cego que o leva para casa. Sam e sua enteada, Victória adotam o rapaz e lhe dão carinho. Mas o destino não deixará o Danny em paz. Ele terá ainda mais um combate. De longe o mais perigoso contra o próprio Bart.

ELENCO
Jet Li “A Múmia – Tumba do Imperador Dragão” (2008), numa atuação surpreendente, compõe de maneira convincente o Danny, o garoto que desde cedo teve seus sentimentos bloqueados impedindo de compreender coisas mais simples da vida. Bob Hoskins “Histórias de Cabaret” (2007) ator Inglês, faz o gangster barra pesada Bart, de modo bem humorado e numa atuação correta. Morgan Freeman “Invictus” (2009), é o cego Sam com uma suavidade o de constume.

PRODUÇÃO TÉCNICA
Com direção de Louis Leterrier “Fúria de Titãs” (2010), e um roteiro de Luc Besson “O Quinto Elemento” (1997) e “Nikita”. Cão de Briga tem diálogos bem construídos, a fotografia no ponto, a ação ficou a cargo de Yuen Woo Ping, coreógrafo de produções como “Matrix” (1999), “O Tigre e o Dragão” (2000) e “Kill Bill” (2003). A narrativa muito bem desenvolvida e os momentos de pauta para a compreensão da história são preenchidos com muita ação de tirar o fôlego.

DIRETOR
Louis Leterrier já provou antes que tem potencial para filmes de ação, “O Incrível Hulk” (2008) e “Carga Explosiva 2” (2005) são resquícios do que ele pode realizar, aqui num trabalho bem melhor e mais criativo Louis Leterrier conduziu a narrativa na linha certa, ação precisa e uma abordagem interessante das questões humanas, seu estado psicológico mediante seu desenvolvimento e até onde uma influência pode afetar.
Cão de Briga mostra que os Europeus são bons também na ação, aqui de maneira inovadora. Com uma direção correta de Louis Leterrier, um roteiro inteligente de Luc Besson, atuação extraordinária de Bob Hoskins, a suavidade e leveza de Morgan Freeman e a agilidade quase surreal e assombrosa de Jet Li nas lutas bem elaboradas de Yuen Woo Ping, Cão de Briga é um filme eletrizante e chega a ser até emocionante.
Nota do Filme: 10.
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: Besouro.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Retrospectiva Cinematográfica 2000/2009


Como diz o dito popular “recordar é viver”, e como faz algum tempo desde o inicio do ano, e da nova década, vamos rememorar o que de melhor foi produzido nesses dez anos pelo o cinema. Na primeira década do novo milênio no que diz respeito à arte como um todo foi marcado por muitas transformações. Da Literatura a música, as alterações foram inevitáveis na adaptação dos novos tempos, na implantação da tecnologia para um novo modo de apreciar as artes em geral.
Quais foram às influências que surtiu os efeitos de mudanças dos cineastas, roteiristas e produtores a recriar os gêneros já esgotados pelo excesso, e modernizar o enredo e até inovar na narrativa?
Essas e tantas outras dúvidas é preciso mergulhar naquilo que foi propenso para o que se vê hoje, com tantas e novas tecnologia, a década passada foi bastante estigmatizada. Dez anos de muitas imagens, dez anos de história, dez anos é tempo suficiente para ocorrer mudanças na sétima arte. Nesses dez anos o cinema se transformou em todos os quesitos da tecnologia as inovações narrativas. Ao longo desses anos foram lançados grandes filmes emblemáticos entrando para o seleto grupo das grandes produções.
Utilizando do bom senso, as tendências que o cinema tem como segmento são as mesmas, independentemente de suas qualidades até porque ele sempre renova em qualquer termo estético, narrativo, técnico e até do próprio profissional que renasce ou os que surgem sempre com aquela imagem promissora. A evolução sempre acontece com revolução surpreendente, à década passada teve como estopim principal a tecnologia, responsável por quase todo o que se vê em um filme.
Bem, a tecnologia teve seu papel de importância, mas não foi sua capacidade que fez história unicamente, os anos 2000 foram marcados também pela suas narrativas variadas e pelo um gênero que se consolidou de fez no cinema, os super-heróis advindos das inúmeras adaptações que foi um marco, desde “X-Man” passando pelo “Homem Aranha” e até o mais recente “Homem de Ferro” as adaptações dos mais variados meios e tipos foi uma febre.
Outro gênero que fez sucesso foi às animações que cada fez mais conquistou o público. Os destaques nesse longo período são muitos, sequência “As Panteras Detonando” (2003), trilogias “X-Man” (2000), continuação “Indiana Jones” e remakes “Sexta-Feira 13” são as novas metodologias trabalhadas. Nos anos 2000 o cinema nacional foi bastante frutífero apesar de muitos fracassos ganhou gás com “Cidade de Deus” (2002) de Fernando Meirelles, um marco na história do cinema nacional com indicação ao Oscar em quatro categorias, entre elas a de Melhor Diretor. Também houve outros sucessos como “Tropa de Elite”, “Se Eu Fosse Você”, “Mulher Invisível” “O Auto da Compadecida”, “Central do Brasil” dentre outras produções.
A exportação de artistas estrangeiros para o cinema americano nunca foi igual, diretores como, Pedro Almodóvar “Fale com Ela”, Wong Kar Wai “Amor à Flor da Pele” e Guillermo Del Toro “O Labirinto do Fauno” foram marcas registradas. O cinema Independente também fez história ao longo desses dez anos.
Resumindo tudo em poucas palavras o cinema foi muito mais do que isso junto, nova maneira de se fazer e consumir a arte foi elaborado, patamares foi alcançado, inovações completa no sistema, novos talentos revelados e até mesmo os veteranos mostrando algo ainda desconhecido, a sétima arte nesse tempo influenciou gerações, e agora estamos em outras eras e ainda tem muita coisa por vim nos próximos anos.
Anny Kássio Crítico de Cinema.

domingo, 21 de novembro de 2010

O Procurado


São poucas as adaptações das HQs que são um êxito no cinema, filmes como “X Man”, “Hellboy”, “Homem Aranha”, “Sin City – A Cidade do Pecado”, “Superman” e outras poucas que atingiram um sucesso considerável são dignas de seu êxito. Outra produção que entrará para esse seleto grupo restrito é “O Procurado”, um dos maiores sucesso de 2008.

SINOPSE
Para o Wesley Allan Gibson (James McAvoy) a vida está um horror! Ele trabalha num escritório com um chefe arrogante e tem uma namorada infiel. Mais as coisas dão uma reviravolta quando ele é recrutado por uma sociedade de assassinos e convencido a aceitar o desafio de ser preparado para se tornar um deles, sendo treinado pela linda Fox (Anjelina Jolie). Esta transformação revela habilidades que ele nunca imaginou possuir. E logo em sua primeira missão ele descobrirá que é mais difícil controlar a sua própria vida do que acabar com a vida dos outros. O chefe responsável pela fraternidade é Sloan (Morgan Freeman) que tem como segmento; “Matar um, salvar mil”.

ELENCO
Na pele do azarado Wesley Allan Gibson está James McAvoy “O Último Rei da Escócia” (2006), convincentemente mostrou uma madura atuação a esse tipo de padrão de filmes, como uma pessoa desprovida de sorte, frustrado para com uma vida moderna repleto de concorrência, perdas e nem uma conquista no seu caso. Como uma bela e linda assassina Fox igualmente a sua personagem Anjelina Jolie “A Troca” (2008), mostrou-se uma hábil na arte do manuseio de armas e na execução da ação, Sloan é o chefe da fraternidade de assassinos personificado pelo ótimo Morgan Freeman “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (2008), responsável por toda a formação do grupo e também dos assassinatos.

PRODUÇÃO TÉCNICA
Fiel a HQ, o roteiro não peca, a trilha sonora é conhecida pelo público especializado, os diálogos um pouco abaixo da media não chega a atrapalhar o filme, como sempre os efeitos especiais não erram e a mixagem do som é ótima, é tanto que, o filme chegou a concorrer nessa categoria no Oscar. Com uma referência ao filme “Matrix”, em certas partes das cenas como na sequência final até parece Keanu Reeves descarregando suas armas, as cenas de ação foram muito bem encenada.

DIRETOR
Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov de “Gudiões do Dia” e “Gudiões da Noite”, aqui ele mostrou-se mais talentoso e até mais próprio ao ramo, mais objetivo para com o enredo e menos controverso como nas suas obras anteriores, fazer referências faz parte de seu feitio, a condução a seu modo foi digno do sucesso do filme.
Com um roteiro fiel no ponto certo principalmente, um diretor na sua medida certa, um elenco bom, às vezes parecido até personagem de desenho animado e também em algumas cenas surreais, O Procurado é um bom programa, chega a ser até um espetáculo pela suas cenas eletrizantes, de fato não tem como tomar fôlego.
Nota do Filme: 8.0.
Anny Kássio Critico de Cinema.
Próxima Critica: Cão de Briga.