sábado, 20 de novembro de 2010

Kung Fu Panda


Quando Walter Disney difundiu suas obras e ideias do cinema de animação, automaticamente estava criando um gênero célebre e referenciado, concebendo uma nova forma de se fazer cinema, e que futuramente suas obras mais clássicas como as de outrora “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937) e até o mais recente “O Rei Leão” (1995) iriam gerar concorrência como um estúdio exclusivo a “Pixar” propriamente para desenvolver animação, hoje propriedade do conglomerado Disney, e a DreamWorks de Steven Spielberg. Os estúdios cada vez mais capricham para melhorar em todos os quesitos de qualidade a inovação tecnológica. Ao longo dos anos grandes e inesquecíveis obras foram realizadas como “Toy Story” (1995), “FormiguinhaZ” (1998), “Monstros S.A.” (2001), “Shrek” (2001), “Os Incríveis” (2004), “O Espanta Tubarões” (2004), “Carros” (2006), “Procurando Nemo” (2007), “Ratatouille” (2008), “Wall-e” (2008) e “Up: Altas Aventuras” (2009). Sem se levar em conta “Madagascar” e “A Era do Gelo”, todas as obras prima do gênero, mais em 2008, estreou um grande sucesso Kung Fu Panda, a mais nova obra prima do momento.

SINOPSE
Po (Jack Black) é um panda que tem um tão almejado sonho de se tornar um lutador de Kung Fu, mas o sensacionalismo pela venda das sopas de maçarão de seu pai o atrapalha realiza seu sonho, até que no Palácio de Jade está prestes a escolher o novo Dragão Guerreiro e ele se ver na chance de olhar o evento, até que suas trapalhadas não fazem chega o topo do Vale da Paz a tempo para sua decepção, mas, por obra do destino ele acaba indo parar dentro por acidente e sendo escolhido pelo Guru do palácio a ser o Dragão Guerreiro, pra surpresa de todos. De início é ignorado por todos, até que uma surpresa atinge o Vale da Paz, Tai Lung, um tigre sem escrúpulos deseja o pergaminho no qual se torna o Dragão Guerreiro tem por direito, diante da situação o Mestre Shifu (Dustin Hoffman) se vê na obrigação de treina o Po, só ele é capaz de deter Tai Lung e nem outro que faz parte dos Cinco Furiosos tem essa força a Tigresa (Anjelina Jolie), Víbora (Lucy Liu), Macaco (Jackie Chan), Louva-Deus (Seth Rogen) e a Garça (David Cross).

ELENCO
Jack Black “Escola do Rock” (2003) faz o desajeitado Po, Dustin Hoffman “A Loja Mágica de Brinquedos” (2007) está na pele do Mestre Shifu, a bela Anjelina Jolie “O Procurado” (2008) faz a argilosa Tigresa, Seth Rogen “Pegando Bem, Que Mal tem? (2008) deu foz ao exótico Louva-Deus, Lucy Liu “Operação Limpeza” (2007) é a Víbora, Jackie Chan “Karatê Kid” (2010) faz o habilidoso Macaco, a Garça é dublado por David Cross, no elenco tem a presença de Michael Clarke Duncan “O Escorpião Rei” (2002).

PRODUÇÃO TÉCNICA
Com um roteiro bem escrito repleto de humor Kung Fu Panda é excelente, os diálogos sempre recheado de graça e também na construção das cenas, o design visual foram trabalhado por equipes de profissionais chineses para ficar o mais realista possível a china milenar, os personagens muito interativos e interessantes são um espetáculo a parte e a trilha sonora é bastante conhecida.

DIRETOR
Dirigido por John Stevenson e Mark Osborne, Kung Fu Panda tem uma projeção de 1.37min. repleta de muita graça e humo, os diretores foram cautelosos com os detalhes dos personagens, dando uma ênfase profunda em Po, e deixando os demais personagens para o segundo plano, ajudar no enredo.
Como bom filme dessa natureza, sempre passa aquela mensagem de perseverança e alto estima, Kung Fu Panda mostra que seja lá como você é, seu estado físico, emocional e psicológico você pode conseguir tudo, o segredo é que não tem segredo, tudo está dentro de ti. Espirituoso, divertido, cômico e interessante Kung Fu Panda é uma obra inesquecível
Nota do Filme: 10.
Anny Kássio Critico de Cinema.
Próxima Critica: O Procurado.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Batman - O Cavaleiro das Trevas


Criado em 1939 pelos cartunistas Bob Kane e Bill Finger, para as HQs “Revistas em Quadrinho”, Batman vem de uma trajetória longa passando por desenhos e se solidificando de vez no cinema. A primeira produção cinematográfica foi de 1989, “Batman” de Tim Burton, “Batman – O Retorno” (1992) de Tim Burton, “Batman Eternamente” (1995) de Joel Schumacher, “Batman e Robin” (1997) de Joel Schumacher, “Batman Begins” (2005) de Christopher Nolan e “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (2008) também de Christopher Nolan, todos no pacote da produtora “Warner Bros”. Antes dessas produções Batman já havia passado por transposições para longa-metragem na década de 60, filmes secundários, séries animada, longa de animação mais nada havia se feito para fazer jus a sua criação como em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.

SINOPSE

A história se passa um ano após os eventos de “Batman Begins” é a continuação do dito, enquanto Bruce Wayne, o Tenente James Gordon e o novo promotor público Harvey Dent começam a deter com sucesso os criminosos que ataca a cidade de Gotham City, uma mente criminosa brilhante, misteriosa e bastante astuto conhecido como o Coringa aparece na cidade, ocasionando uma imensa onda de problemas. A luta passa a torna-se pessoal entre Batman e Coringa, envolvendo o triângulo amoroso Bruce Wayne, Dente e Rachel Dawes.


ELENCO

Christian Bale repete o papel mais uma vez como o Bruce Wayne/Batman, e mostra-se está à vontade, Michael Caine é seu mordomo/assistente Alfred Pennyworth, Morgan Freeman de “Batman Begins” (2005), faz Lucio Fox o responsável por fornecer as tecnologias precisa ao Batman, mais as atenções foram para Heath Lerger “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), que personificou o Coringa, Heath Lerger está perfeito, nunca numa atuação do coringa havia tanto convencimento, impecável, magnífico, os elogios a sua atuação é mais do que merecido. O ator faleceu em fevereiro de 2008, decorrente de uma doença e não chegou a ver a estreia do filme, mais sua atuação o imortalizou de vez, mostrou o quanto era grande seu talento, mas que se encerou aos 28 anos. O Oscar de Melhor Ator Coadjuvante era mais do que merecido, um prêmio póstumo, mais que sempre irá permanecer em nossas lembranças aquele que mostrou o Coringa e outros personagens marcantes de sua filmografia.


PRODUÇÃO TÉCNICA

O roteiro está ótimo, os diálogos em todos os momentos no ponto certo, como sempre os efeitos especiais são outro quesito que não decepciona, a direção fotográfica acrescentou uma imagem mais escura, assim faz jus a Gotham City obscura e temerosa dos quadrinhos, as cenas de ação também foram bem realizadas.


DIRETOR

Christopher Nolan o mesmo de “O Grande Truque” (2006), como havia mostrado-se promissor no filme anterior, aqui ele de vez confirma o seu talento para com o projeto, sua mão na condução de todos os detalhes está na medida certa, tanto na atuação dos pesonagens quanto nos detalhes técnicos.

Batman – O Cavaleiro das Trevas aprensenta seus personagens mais próximo até da realidade, como o caso do coringa, apesar de um lúnatico, doente deprecivo ou até psicotico, ele deixa bem claro que independente de tão quão uma pessoa pode ser em termos de posição social, não deixa de ser uma pessoa igual as outras, e a avareza e hipocrisia dos humanos diante desse caso. “Batman – O Cavaleiro das Trevas” mostra que o êxito se atingi quando os personagens certos estão nos lugares certos, quando o diretor certo está no lugar certo.

Nota do Filme: 10.
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: Kung Fu Panda.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cinema


Luz, câmera, ação! A produção de um filme é caro, cinema custa caro e não tem formula, método ou meio de se inovar para a facilitação e realização sem medo ou temor, fracassar ou acertar são elementos que andam de mãos dadas, é o perigo que a profissão oferece nunca se sabe quando um filme será bem ou não aceito, então a elaboração é o ponto chave de um processo que requer muita organização e sutileza.
No início do projeto, os membros que compõem a equipe é outro fator primordial como produtor, diretor, roteiristas e uma infinita equipe técnica, câmeras, figurino, maquiagem, iluminação dentre outros. O papel de cada um é fundamental, cinema possui um amplo campo de complexidade.
As sucessivas reuniões é outro elemento de extrema importância, é lá que se discuti as etapas de filmagem, o diretor, e a escalação de um bom elenco o que contribua de maneira positiva e decisiva para o filme, passando pelo esquema de distribuição, propaganda e finalização.
O trabalho no cinema de grandes produções como as de Hollywood não são árduo e exaustivo tanto quanto de uma produtora independente, sem os grandes orçamentos, o que é um grande problema, a falta de recursos contribui muitas vezes elevando mais reuniões para a capitação de financiamento, mudanças e outros meio para concluir, função de um produtor.
Infelizmente o cinema só sobrevive se tiver dinheiro, nem sempre se é necessário milhões e milhões na aplicação de um filme. O Brasil possui um campo muito limitado para os cineastas, aqui os financiadores de projetos são diversos e os recursos também muito restritos chegam a ser um empecilho, no entanto, cada vez mais há incentivo de empresas privadas e governamentais no financiamento de filmes em nosso país.
O trabalho não é só luxo e glamour como muito se pode parecer, não se tem uma rotina a seguir e o exerço é inevitável. O amor incondicional pela sétima arte, uma câmera na mão, um bom diretor, um ótimo elenco, produzir filmes é mais do que uma ideia na cabeça. São necessários planejamento, organização, habilidades artísticas, boa comunicação, união e administração.
Anny Kássio Crítico de Cinema.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Bastardos Inglórios


Com a sua mais nova obra prima desde “Pulp Fiction Tempo de Violência” (1994), Quentin Tarantino inovar mais uma vez a maneira de fazer filmes dessa natureza, de forma que se abra mão definitivamente dos clichês do gênero, e dê mais ênfase a outras situações, aos fatos ocorridos, com os próprios personagens e suas situações diversas, de maneira mais abrangente, detalhada e afundo.

SINOPSE
O filme se passa durante a Segunda Guerra Mundial, o ano é 1941, na França ocupada pelo exército alemão, a jovem Shosanna Dreyfus testemunha a execução da família pelo coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz), porém, ela consegue escapar e passar a viver sob a identidade de uma proprietária de cinema em Paris, enquanto aguarda o momento certo para se vingar. Ainda na Europa o tenente norte-americano Aldo Raine (Brad Pitt), organiza um grupo de soldados judeus para lutar contra os nazistas. Conhecidos pelo inimigo como “Os Bastardos”, o grupo de Aldo recebe uma nova integrante, a atriz alemã e espiã disfarçada Bridget Von Hammersmark, que tem a perigosa missão de chegar até os lideres do Terceiro Reich.

ELENCO
No elenco as atenções felizmente só são desviadas para Brad Pitt “O Curioso Caso de Benjamim Button” (2008), que interpreta o coronel Aldo Raine, que de fato, fez cara e boca quase apelativa na composição do personagem e claro, que o melhor do elenco é Christoph Waltz, que segundos os fatos Christoph andavam meio decepcionado com a carreira e pensava em largar e mudar de ramo quando foi agraciado pelo Tarantino com o roteiro, sem pensar duas vezes aceitou. Resultado? Uma bela atuação memorável e o merecido Oscar de Melhor Ator Coadjuvante de 2010. Christoph está impecável em sua atuação. Ainda se encontra incluso no elenco o ótimo ator Samuel L. Jackson, mas apenas a sua voz num momento em que aparece um narrador.

PRODUÇÃO TÉCNICA
O filme possui a marca de Quentin Tarantino, roteirista do filme se nota os diálogos longos e memoráveis, a fotografia perfeita e enquanto à reconstituição de época é algo secundário. A violência explicita muito bem montada os efeitos especiais nesses momentos é bastante realista, a história sempre narrada em capítulos é outra marca de Tarantino.

DIRETOR
Quentin Tarantino já tinha esse roteiro desde 1997, no qual vinha trabalhando, mais na mesma época lançou “Jackie Brow” (1997), e depois saiu de cena, e esteve ausente cinco anos mais nesse tempo Tarantino vinha idealizando uma de suas obras mais pop “Kill Bill Volume 1 e 2” (2003/2004), só agora então resolveu filmá-la e chegou a concorrer no Oscar nas categorias “Melhor Filme”, “Roteiro” e “Diretor”, mas saiu de mãos abanando. O filme foi inspirado no longa italiano “Assalto ao trem Blindado” (1978), Enzo G. Gastellari, diretor do original, chegou a atuar no longa de Tarantino, no papel de um oficial nazista.
O filme mostra o instinto humano diante das cruezas e a reação e revolta dos rebeldes. Bastardos Inglórios é um filme diferente se compará-los a outros filmes do gênero, no entanto, essa obra mostra o porquê de Quentin Tarantino fazer jus ao seu posto e que aqui mais uma vez se confirma em ser o cineasta mais badalado do cinema.
Nota do Filme: 8.0
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: Batman O Cavaleiro das Trevas.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Múmia – Tumba do Imperador Dragão


O governador chinês não tem do que reclamar quanto à divulgação de seu país, a velha china de Mao Tsé-Tung esteve mesmo em evidência em 2008, sede das incansáveis coberturas Olímpicas de Pequim, mas esse não foi o único motivo do qual atraiu olhares do mundo, o cinema como um todo fez sua célebre homenagem ao país. Com sua sexta produção “Batman” O Cavaleiro das Trevas, viajou até Hong Kong na missão de prender um mafioso chinês, a maior animação do ano “Kung Fu Panda” fez referência aos velhos filmes de artes marciais, Hollywood aproveitou ainda mais o embalo e lançou “O Reino Proibido” primeiro encontro entre os dois maiores astros chinês, Jet Li e Jackie Chan e para finalizar com maestria, a terceira parte da múmia se passa justamente na china no tempo da dinastia Han em “A Múmia – Tumba do Imperador Dragão”.


SINOPSE
O Imperador chinês Han (Jet Li), tem objetivo de expandir suas tropas pela china formada por seus 10 mil guerreiros terracota, diante de seu maior inimigo, a própria morte, resolve busca ajuda a feiticeira Zi Yuan (Michelle Yorh), no intuito de se tornar imortal, e acaba sendo amaldiçoados e condenados a passar a eternidade como estátuas durante milhares de ano e enterrado em argilas como múmias. No entanto, quando o aventureiro Alex Oconnell desenterra o imperador, crente que está prestes a escrever seu nome nos livros de história. Mas, quando ele percebe o problema em que arrumou, decidi chamar seus pais Rick Oconnell (Brendan Fraser) e Evy (Maria Bello), para ajudá-lo. O fato é que com o passar dos anos, o poder sobrenatural do imperador ganhou força e ele acorda com um desejo imenso de dominar o mundo. Não bastasse a magia ele tem a seu dispor os 10 mil guerreiros de terracota.

ELENCO
Brendan Fraser está bem à vontade na pele do Rick Oconnell, apesar de ter trocado a parceira a atriz Rachel Weisz pela Maria Bello “Encurralada”, que havia decidido não repetir o papel e cuidar da família, até que para os leigos que não acompanharam a trilogia não vai notar diferença alguma. O vilão é outro, Imperador Han vivido por Jet Li “O Mestre das Armas” (2006), a feiticeira Zi Yuan foi encenada pela sempre excelente Michelle Yeoh “Memórias de uma Gueixa” (2005), no elenco ainda há presenças bem conhecidas como o de Russel Wong “Romeu tem que morrer” (2000), o diretor dos dois últimos episódios Stephen Sommers optou pela produção executiva.

PRODUÇÃO TÉCNICA
A fotografia do filme está boa, a equipe de efeitos especiais trabalhou dura para realização das peripécias, no entanto, não decepcionam e o figurino é outro ponto positivo do filme, as cenas de ação não chegam arrancar o fôlego do expectador mais até que diverti o roteiro além do mais também prende o expectador, esse episódio é considerado o mais fraco dos três.

DIRETOR
A direção ficou a cargo de Rob Cohen, o que se explica que só foi concebida por conta de seus blockbusters “Triplo X” (2001) e “Ameaça Invisível” (2005), ele se saiu bem na cinebiografia “Dragão - A História de Bruce Lee” (1993) e chegou a dirigir um dos filmes da franquia “Velozes e Furiosos”, mas aqui em A Múmia Tumba do Imperador Dragão ele erra o passo ao tentar acrescentar fantasias inexpressivas de uma china antiga, ele pode ter talento, e um conhecimento inquestionável a antropologia asiática, mas o que lhe faltou foi malicias ao conduzir um enredo que mostrou de forma absurda o Imperador Han e os guerreiros terracota.
A condução do elenco foi bem trabalhada para alguns, mas... Nem um pouco para outros, o filme tem ação no ponto certo, um bom humor por parte do Brendan Fraser, já a atuação do Jet Li que esteve boa parte do filme em forma de pedra, e seu diálogo quase ausente é uma grande falhar no filme, A Múmia Tumba do Imperador Dragão mostra que a série está desgastada ao menos que passe por uma boa reformulação, no geral chega a ser um bom programa para os interessados.
Nota do Filme: 7.0
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: Bastados Inglórios.