sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Último Mestre do Ar


Após a consagração de um cineasta ninguém garantirá por quanto tempo perdurar o seu sucesso, no entanto, é previsível que a escolha de um projeto diferente e inovador, a escalação do elenco são aspectos que contribuem significativamente para a carreira e qualidade de seus filmes, mas nem sempre isso é possível para alguns que a cada novo passo o tropeço é ainda maior. Entre os cineastas com essas características estão Steven Soderbergh "Traffic" (2001), e M Nigh Shyamalan "O Sexto Sentido" (2000), é outro que vive pisando na bola e que atualmente juntamente como Steven Soderbergh não emplaca um sucesso que seja convincente, M Nigh Shyamalan foi o responsável pela a adaptação do autêntico Avatar – A Lenda de Aang intitulado O Último Mestre do Ar.
SINOPSE

No filme, um garoto de 12 anos, Aang é o avatar dominante dos quatros elementos e precisa dominar seus poderes com perfeição para trazer a paz ao mundo devastado pela Nação do Fogo há 100 anos, tempo pelo qual Aang passou em um iceberg adormecido. Nessa era de conflitos, a humanidade se dividiu em quatro nações: a Tribo das Águas, o Reino da Terra, a Nação do Fogo e os Nômades do Ar. Nessa lutar pela dominação do mundo os confrontos são travadas em um misto de Tai Chi, artes marciais e magia. E Aang é o único capaz de manter o equilíbrio entre as nações pela sua conduta espiritual.

ELENCO

Não é muito difícil apontar os erros no filme de Shyamalan, pois entre eles está no elenco totalmente formado por atores desconhecido, essa é uma das hipóteses prováveis que justifique, no entanto, a escolha dos atores para os personagens e estes em seus desempenhos estão na média, o único ator conhecido é Dev Patel de “Quem Quer Ser Um Milionário” (2008), que no filme faz o príncipe Zuko e Randall Duk Kim “Ninja Assassino” (2009). Mas essa forma optada por Shyamalan não foi muito admirável, fórmula essa que resultou num filme feito de profissionais sem imagem tanto dentro quanto fora de cena.

PRODUÇÃO TÉCNICA

Como sempre filmes dessa natureza o que se pode esperar entre tantas coisas é os efeitos especiais que foram bem produzidos, mas em algumas cenas de ação em que os atores encenam parecem coisas animalesca a junção dos movimentos real encenado com o acréscimo dos efeitos posterior. Produzido pela Paramount Pictures com direção, produção e roteiro de M. Night Shyamalan e Frank Marshall de “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008), o roteiro foi fielmente ao original, às mudanças foram sutil e só aqueles fãs ferrenhos ainda contesta mais não prejudicou o material. Na composição da trilha sonora está James Newton Howard que já é a sétima colaboração com M. Night Shyamalan, que ainda inclui entre outros diretores de renome Tim Burton, Steven Spielberg e Robert Zemeckis e é o primeiro filme de Shyamalan pelo qual o roteiro não é de sua autoria.

DIRETOR

Uma adaptação fiel nem sempre quer dizer que será um sucesso, o que depende é a forma de como se desenvolveu o projeto e quem é o responsável pela façanha, no caso de Shyamalan ele não é o diretor certo para projetos desse calibre – não que ele seja incompetente –, mas justamente por mostrar-se em um terreno desconhecido para quem explora apenas conteúdo específico como o suspense, Shyamalan nos leva nessa viagem sem finalidade alguma.

Uma adaptação fiel nem sempre quer dizer que será um sucesso, o que depende é a forma de como se desenvolveu o projeto e quem é o responsável pela façanha, no caso de Shyamalan ele não é o diretor certo para projetos desse calibre – não que ele seja incompetente –, mas justamente por mostrar-se em um terreno desconhecido para quem explora apenas conteúdo específico como o suspense, Shyamalan nos leva nessa viagem sem finalidade alguma.

Nota do Filme: 3.0
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: Karate Kid.


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