
Os filmes de ação que tem um público maior são aqueles em que há muitas perseguições, tiros, explosões e muitos efeitos especiais em cenas de tirar o fôlego. Mas em meados do século XX se originou uma nova metodologia para os filmes de ação, uma vez que este modo de filmes citado só veio se concretizar pouco tempo atrás, no entanto, os filmes de ação foram privilegiados por uma nova formula que ganhou impulso e alçou voos altos, as famosas batalhas corpo a corpo em que é conhecido o show de pancadaria. Esse movimento foi difundido por Bruce Lee (1940-1973) de “Operação Dragão” (1973), que juntamente com Chuck Norris “O Voo do Dragão”, foram verdadeiras lendas do gênero, seguindo os mesmo passos os sucessores desses artistas são Dolph Lundgren “Os Mercenários” (2010), Jean Claude Van Damme “Soldado Universal 3: Regeneração” (2010), Steven Seagal “Machete” (2010), Wesley Snipes “Caos” (2006), e ainda os orientais que não deixa nada a dever Jackie Chan “Kung Fu Panda” (2010), Jet Li “Os Mercenários” (2010) e Chow Yun Fat “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” (2007), e para concluir tem ainda o mais novo deles Jason Statham “Os Mercenários” (2010) e outro que começa a fazer sua história Tony Jaa do filme “Ong Bak – Guerreiro Sagrado”de (2003).
SINOPSE
Em um vilarejo na Tailândia a cabeça do Buda Ong Bak é roubada uma semana antes das cerimônias religiosa por capangas de uma quadrilha, Ting (Tony Jaa) se encarrega de ir até a cidade a procura da cabeça, mas nessa busca ele precisa encontrar o filho de um camponês Ham Lae, que mora na cidade e é natural do mesmo lugar e vive sempre enrolando os outros e se metendo em confusões, juntos eles irão passar por poucas e boas enfrentando os bandidos com muita adrenalina em cenas de tirar o fôlego.
ELENCO
No elenco formado por atores pouco conhecido do público ocidental temos ao centro da trama Tony Jaa, que antes desse filme já havia atuado em um filme no ano de 1994 em seu país de origem a Tailândia, Tony Jaa nascido em 5 de Fevereiro de 1976 é ator, cineasta, coreógrafo e professor de artes marciais, que desde aos 13 anos sonhava em ser artista “Ong Bak – Guerreiro Sagrado”, lançado em 2003 foi o filme que catapultou sua carreira no cinema e deu-lhe reconhecimento internacional, antes deste ele havia trabalhado em “Mortal Kombate: A Aniquilação” como dublê, depois de Ong Bak Tony Jaa trabalhou em outros filmes comprovando o seu talento para os filmes de ação como “O Protetor” (2005), “Ong Bak 2” (2008), “Ong Bak 3” (2010) e participações especiais em “O Guarda Costa” e “O Guarda Costa 2”, filmes sempre explorando seu potencial para cenas de muita pancadaria, os outros integrantes do elenco como o irmão Ham Lae e seu humor ingênuo também tem destaque no filme. No entanto, para filmes de artes marciais dessa natureza não tem o intuito de mostrar as qualidades do ator no âmbito dramático, o objetivo mesmo do filme era mostrar o Muay Thai a arte marcial da Tailândia, mediante a esse fato restringi e muito a expressão artística do ator que no caso Tony Jaa ficou devendo. Os outros atores também não vão longe.
PRODUÇÃO TÉCNICA
O roteiro e coreografia das cenas de ação do filme ficaram a cargo de um mestre em filmes B da Tailândia, Panna Rittikrai que também além de coreografar e dirigir ele atua, o exemplo está no filme “Guerreiro do Fogo”, na direção “Nascido para Matar”, e coreógrafo “O Protetor”. Panna realmente realiza cenas em seus filmes de tirar o fôlego muito bem encenado e em Ong Bak – Guerreiro Sagrado, ele mostrou seu talento para filmes de ação de baixo orçamento e de produções pequena. A história do filme não chega ser simplório se comparado as mesmices feitas nos Estados Unidos. Na trilha sonora o melhor do pop tailandês e na fotografia do filme há uma junção de cenas escuras com pouca iluminação ou uma iluminação forte bastante amarelada, mas não peca por isso.
DIRETOR
Dirigido por Prachya Pinkaew outra figura desconhecida de 48 anos que após se identificar com o cinema decidiu largar a arquitetura e ingressar no mercado de cinema tailandês, começou como diretor de arte em 1990, depois foi diretor de criação onde daí dirigiu inúmeros vídeos musicais, seu primeiro filme foi realizado em 1992, ele é também produtor e roteirista. Em Ong Bak – Guerreiro Sagrado Prachya preocupa-se em realizar as cenas de ação o mais perfeito possível o exemplo está no próprio filme que tem cenas de ação ininterrupta sem dar nenhum intervalo para repor o fôlego.
A sua contribuição ao filme nos tem a certeza de que em matéria de ação e pancadaria ele sabe manipular muito bem sem os habituais efeitos especiais e os trabalhos dos dublês sempre recorrentes no cinema norte-americano, mas diante dessa incógnita que se forma a seu respeito ele deixa muito a desejar no desenvolvimento dos atores quanto profissionais que às vezes parecem ser meros amadores, no entanto Ong Bak – Guerreiro Sagrado e seu protagonista Tony Jaa, inovaram o cinema de ação que se mostrava em pleno declínio e a certeza de que os atores como Jean Claude Van Damme e Steven Seagal dentre outros ainda têm de comer muito feijão para fazer proeza tal e igual.
Nota do Filme: 9.0.
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: O Último Mestre do Ar.
Anny Kássio Crítico de Cinema.
Próxima Crítica: O Último Mestre do Ar.
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